IMPRENSA

Entrevista com o Grupo Toniato e a DuPont sobre o novo centro de distribuição em Barra Mansa

15/07/2015


No dia 12 de junho, o Grupo Toniato iniciou as operações de seu novo centro de distribuição (CD), localizado em Barra Mansa, no Rio de Janeiro, construído exclusivamente para as operações de armazenagem de matérias-primas, embalagens e alguns produtos finais da DuPont.



A DuPont está presente no Brasil desde 1937 e conta com 2.900 funcionários. Em 2014, teve US$ 2,3 bilhões em vendas. Além disso, a empresa possui 10 plantas industriais, 10 centros de Pesquisa & Desenvolvimento, incluindo o Centro de Inovação e Tecnologia para a América Latina, em Paulínia, São Paulo.



O diferencial do Grupo Toniato é o seu modelo de gestão por meio d o Balanced Scorecard (BSC) e seus especialistas em cada segmento de atuação, oferecendo, ainda, tecnologia de ponta, aplicação da metodologia Lean Six Sigma, elevado nível de serviço e capacidade de investimento.



Desenvolvida e construída pela Construsul Empreendimentos Imobiliários – Divisão de Engenharia do Grupo Toniato, a nova estrutura atende a todos os requisitos internacionais, impostos para o setor químico e agroquímico.



Para falar sobre as características técnicas e operacionais do CD, a MundoLogística entrevistou os principais envolvidos no processo: o gerente Comercial Corporativo do Grupo Toniato, Luiz Carlos Santos Monteiro, e o gerente de Supply Chain da Divisão de Proteção de Cultivos da DuPont do Brasil S.A., Rilson Nogueira.



MUNDOLOGÍSTICA: Como é a atuação do Grupo Toniato?



LUIZ CARLOS SANTOS MONTEIRO: O Grupo Toniato é composto por três empresas, sendo uma construtora, que se chama Construsul, a operadora logística Ebamag e a Transportadora Toniato, que interagem entre si, dentro do nosso modelo de gestão, diferentemente de como o mercado costuma operar, pois possuímos ativos. A maioria dos operadores tem aquele processo de locar uma área para uma determinada operação logística e de transporte, já o Grupo Toniato investe em áreas. Por meio da nossa construtora, compramos as áreas e construímos os armazéns, que automaticamente são locados para a operadora logística, dando início ao trabalho de transporte para a operação logística que possuímos. Assim, conseguimos oferecer uma solução logística, por meio de uma estrutura própria.



O Grupo Toniato iniciou, em junho, as operações de seu novo centro de distribuição, no Rio de Janeiro. Por que o Grupo escolheu Barra Mansa para a construção desse empreendimento?



MONTEIRO: O Grupo Toniato é especialista na armazenagem e transporte de produtos químicos. Dentro da nossa carteira de clientes, temos grandes multinacionais químicas, e a DuPont é um desses principais clientes. Em junho de 2012, iniciamos uma operação logística com a DuPont, em um CD em Paulínia, na qual conseguimos um grande contrato relacionado ao negócio agro, que é uma das divisões da DuPont, voltada ao agronegócio na produção de defensivos agrícolas. Esse CD tem capacidade de cerca de 15 mil posições-palete, possui 35 mil m² e está sendo expandido, totalizando 80 mil posições-palete, tornando-se o maior centro de distribuição de defensivos agrícolas do Brasil. Quando fechamos esse contrato, vendemos uma solução logística e não simplesmente um espaço de armazém. Então, oferecemos ferramentas gerenciais, além de um novo espaço para a armazenagem. Em Barra Mansa, localiza-se a matriz do Grupo Toniato, que tem, também, um armazém em Resende, Rio de Janeiro, onde prestávamos o serviço de armazém geral para a DuPont, que, depois, passou a utilizar uma outra área que possuímos em Belford Roxo, Rio de Janeiro. Estávamos prestando, então, serviço por Paulínia, Resende e Belford Roxo. Ao mesmo tempo, era uma operação que não estava tendo tanta sinergia e, até mesmo, devido às dificuldades da própria planta da DuPont, em Barra Mansa, com armazéns muito antigos, que não atendiam à necessidade da empresa. Assim, surgiu a possibilidade de centralizarmos a operação DuPont em Barra Mansa, nesse novo CD. Selamos um contrato e construímos o centro de distribuição, onde a DuPont terá uma unidade avançada, centralizando as suas matérias-primas, embalagens e produtos acabados. Foi um investimento para o Grupo Toniato e uma solução para o cliente DuPont.



Qual a área construída e a capacidade de armazenagem desse CD, em Barra Mansa?



MONTEIRO: A área construída é de 8.000 m², com capacidade para 9.000 posições-palete.



Quais os principais aspectos arquitetônicos e de infraestrutura desse centro de distribuição?



MONTEIRO: Esse CD atende totalmente às normas e exigências do segmento químico, que se referem às licenças e à gestão de segurança patrimonial. Há portaria blindada, bunker, toda a área do centro de distribuição é monitorada, possui contenção por meio de cerca elétrica, circundando todo o CD, além de todo um esquema de vigilância patrimonial, com monitoramento por câmeras, na qual temos visão interna e externa. Por meio de nossa construtora, surgiu um padrão de armazém, que atende ao mercado como um todo. Para construir um armazém como esse, precisamos, também, atender às normas nacionais. Então, nós fazemos um pacote de exigências de cada um dos nossos clientes e acrescentamos um pouco além do que o nacional exige.



Quais os sistemas e tecnologias utilizadas nesse centro de distribuição?



MONTEIRO: No aspecto da tecnologia, utilizamos sistema Warehouse Management System (WMS) próprio, chamado Sincon, e temos o Enterprise Resource Planning (ERP) da TOTVS, Microsiga. O módulo WMS desse ERP é o Logix, que será implementado nessa operação, em um futuro próximo. Além do WMS, há os coletores de dados Intermec CK3 XZ, alpha numérico e leitor EX25. Dessa forma, garantimos uma operação totalmente automatizada, pois, por meio de parametrizações, o próprio sistema define, em tempo real, os melhores pontos de armazenagem de cada produto, analisando as suas dimensões, pesos e características de movimentação. Esse sistema possui um workflow robusto, que garante, ao final de cada processo, o gerenciamento correto dos estoques e seus controles. Com relação à estrutura para armazenagem, o CD dispõe de sistemas de armazenagem em modelagem de porta-paletes, comportando cinco níveis de posições-paletes, que são adaptados conforme o perfil da operação. O armazém segue as normas internacionais de construção e possui pé-direito de 11 m. Utilizamos, ainda, empilhadeiras a combustão e elétricas, sendo que as elétricas são retráteis e têm como fator positivo para o seu uso a facilidade de manuseio, com o menor tempo de consumo e energia.



Quais as facilidades que esse CD proporciona?



MONTEIRO: Uma das principais facilidades é a proximidade com a planta produtiva da DuPont, na região, e a flexibilidade na prestação de serviço, porque esse centro de distribuição acaba tendo total sinergia com o CD principal da DuPont, que é também do Grupo, em Paulínia. Além disso, as vantagens incluem a utilização de estrutura própria para esse atendimento, tanto nos processos de armazenagem, quanto nos de transporte, e o atendimento a todas as normas, bem como o fácil acesso, estando próximo à Rodovia Presidente Dutra.



MUNDOLOGÍSTICA: A DuPont locou do Grupo Toniato esse centro de distribuição em Barra Mansa. Por que a DuPont escolheu esse local para ter a sua unidade?



RILSON NOGUEIRA: Na área de proteção de cultivo, a DuPont está situada no Brasil inteiro. Barra Mansa é um local estratégico para a empresa, porque temos uma planta nessa localidade, onde fazemos a formulação de nossos produtos, que são distribuídos no País.



Quais as facilidades que a DuPont encontrou nesse centro de distribuição?



NOGUEIRA: Esse centro de distribuição está localizado a 10 minutos da nossa fábrica. Para nós, é extremamente estratégico, porque trabalhamos com produtos de alto valor para a companhia e que, atualmente, estão espalhados em dois CDs, na região fluminense do Rio de Janeiro: um em Belford Roxo e outro em Resende. São distâncias consideráveis. Agora, estaremos avançando o nosso estoque para mais próximo da planta. Isso tem um apelo estratégico muito grande, uma vez que conseguiremos ter as nossas principais matérias-primas armazenadas nesse CD, além das embalagens e alguns produtos finais, fazendo, também, a distribuição para alguns clientes específicos, a partir desse centro de distribuição.



Quais os aspectos operacionais da DuPont nesse CD?



NOGUEIRA: Os aspectos operacionais estão relacionados à armazenagem, à distribuição e ao cross-docking, que seria a consolidação das cargas. Porém, o carro-chefe é a armazenagem.



Quais as vantagens obtidas com a centralização das operações em um centro de distribuição?



NOGUEIRA: A agilidade e a redução de custos com fretes, porque temos fretes para localidades mais distantes. A fábrica possui, também, um armazém, mas em uma proporção menor. Com esse CD mais próximo, utilizaremos melhor o espaço da fábrica. A proximidade com a planta e a centralização de todo o suprimento em um local apenas otimizarão a logística da planta e melhorarão a distribuição para os clientes que estão mais próximos, por meio de um parceiro estratégico, que é o Grupo Toniato, fazendo mais operações para a DuPont.



Por Viviane Farias | Redação MundoLogística.




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